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quarta-feira, 23 de março de 2016

mercado gospel

Mercado Gospel
Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios.
1Timóteo 4:1
Recentemente um cantor gospel vem causando grande polêmica por suas declarações envolvendo outros artistas da música gospel nacional. De longe a maior dessas polêmicas foi sua declaração de que “vai deixar a música gospel para cantar secularmente”, ou seja, cantar para o mundo!
Contudo, o mais absurdo de sua declaração foi dizer que “Deus foi quem o mandou fazer isso”! Deus, segundo ele, disse: “Você não vai mais compor músicas falando de Jesus, Sua obra na cruz ou as maravilhas de Deus, você vai cantar para o mundo”!
Realmente, é uma declaração espantosa, vinda de alguém que se declara crente, membro do corpo de Cristo, da Igreja que Ele comprou com Seu precioso sangue! Essa direção não foi dada por Deus, nem é obra do Espírito Santo! Veja:
“Portanto, vos quero fazer compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus diz: Jesus é anátema, e ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor, senão pelo Espírito Santo”. (1Coríntios 12:3)
Ainda, outro texto diz:
“Qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniquidade”. (2Timóteo 2:19)
Todavia, o fato ocorrido com esse cantor – que tem sido noticiado nos mais variados veículos de comunicação – é apenas o reflexo do que se passa com a comunidade evangélica contemporânea, repleta de seus “apóstolos e profetas”.
Assim como esse cantor, as vidas desses líderes evangélicos atuais destilam ostentação, luxo, opulência, mercantilismo, mundanismo, sensualidade… Os escândalos, os abusos em nome de Deus e o afastamento total das Escrituras marcam as reuniões em seus redutos intitulados de “Igreja de Cristo”.
Minha intenção, ao escrever esse texto, é para alertar o povo de Deus do engano religioso que está sendo promovido em larga escala, por todo território nacional. Nunca o Brasil foi tão assediado pelos falsos profetas como está sendo agora, que estão vindo de toda parte – principalmente da América do Norte – e fazendo aqui milhares de discípulos, que estão levando adiante a sua obra herética. Você está vendo um festival de eventos, tais como conferências, congressos, seminários e megashows poluindo e contaminando o Evangelicalismo brasileiro. É hora de dar um basta nisso.
O cenário evangélico brasileiro está, de fato, insuportável. Parece que todas as profecias do Antigo Testamento estão se cumprindo com relação às lideranças cristãs atuais como retrata, por exemplo, o profeta Miquéias:
“E disse eu: Ouvi, peço-vos, ó chefes de Jacó, e vós, príncipes da casa de Israel; não é a vós que pertence saber o juízo? A vós que odiais o bem, e amais o mal, que arrancais a pele de cima deles, e a carne de cima dos seus ossos; E que comeis a carne do meu povo, e lhes arrancais a pele, e lhes esmiuçais os ossos, e os repartis como para a panela e como carne dentro do caldeirão. Edificando a Sião com sangue, e a Jerusalém com iniqüidade. Os seus chefes dão as sentenças por suborno, e os seus sacerdotes ensinam por interesse, e os seus profetas adivinham por dinheiro; e ainda se encostam ao Senhor, dizendo: Não está o Senhor no meio de nós? Nenhum mal nos sobrevirá”. Miquéias 3.1-3, 10-11
Não é uma descrição exata, feita pelo profeta Miquéias, do perfil das grandes lideranças evangélicas de hoje?
As doutrinas essenciais do Cristianismo foram relativizadas, a fé foi secularizada. Hoje a palavra pecado é muito ofensiva, seria melhor dizer “cometi um equívoco” ou “apenas tropecei”, ao invés de dizer: “Eu pequei, quebrei a Lei de Deus, ofendi a santidade e majestade de um Deus Trino”.
O santo culto, centrado na pessoa, obra e na glória de Deus tem sido substituído pelo “profano culto ao homem”. A adoração ao Deus santo, à pessoa e a cruz de Cristo, foi grosseiramente trocada pela “pirotecnia, pirofagenta do fogo do inferno chamado de shows gospel”! Shows nos quais nenhum fator, nenhum detalhe –  o mais ínfimo sequer – é feito visando a glória de Deus. Eles visam apenas a celebração da carne!
Veja o que Deus diz a respeitos dos cultos carnais, dos megashows e do louvor e adoração contemporâneos:
“Odeio, desprezo as vossas festas, e as vossas assembléias solenes não me exalarão bom cheiro. E ainda que me ofereçais holocaustos, ofertas de alimentos, não me agradarei delas; nem atentarei para as ofertas pacíficas de vossos animais gordos. Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos; porque não ouvirei as melodias das tuas violas”. (Amós 5.21-23)
É muito importante salientar que essa não é uma opinião rude, incompreensiva ou radical demais, mas sim a expressão exata da Palavra de Deus, que fez o vaticínio profético acima ainda no tempo do culto levítico do Antigo Testamento! Agora, imagine só na era da Igreja, no tempo do Novo Testamento e da Nova Aliança? Imagine se no Antigo Testamento essa severa repreensão foi trazida, quanto mais em nossa época, onde temos acesso à plenitude da revelação de Deus e devemos servi-Lo exatamente como nos prescreveu nessa revelação, Sua Santa Palavra?!
Leia cuidadosamente o terrível alerta dado pelo escritor de Hebreus:
Porque, se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados, mas uma certa expectação horrível de juízo, e ardor de fogo, que há de devorar os adversários. Quebrantando alguém a lei de Moisés, morre sem misericórdia, só pela palavra de duas ou três testemunhas. De quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue da aliança com que foi santificado, e fizer agravo ao Espírito da graça? Porque bem conhecemos aquele que disse: Minha é a vingança, eu darei a recompensa, diz o Senhor. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo. Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo. (Hebreus 10:26-31)
A “igreja moderna” se carregou de iniquidade como disse Isaías:
“Ai, nação pecadora, povo carregado de iniqüidade, descendência de malfeitores, filhos corruptores; deixaram ao Senhor, blasfemaram o Santo de Israel, voltaram para trás”. (Isaías 1:4)
Como poderíamos ficar indiferentes a essas aberrações teológicas, blasfêmias a “céu a aberto” contra o santo nome de Deus? Trata-se do vitupério explícito da cruz de Cristo e Seu santo sacrifício; uma blasfêmia contra o Espírito Santo que é cometida descaradamente, atribuindo essas manifestações estapafúrdias – que são muitas delas obras de Satanás – ao Santo Espírito, que regenera, santifica e aponta todo sentido da vida, a centralidade do culto, a base para adoração e louvor à bendita pessoa de Cristo!
Como, vendo tais coisas, nos conformaríamos, uma vez que o próprio Deus não se conforma? Veja:
“Deixaria eu de castigar por estas coisas, diz o Senhor, ou não se vingaria a minha alma de uma nação como esta”? (Jeremias 5:9)
Querido irmão, a Igreja de Cristo não suporta mais esses abusos! Já estamos fartos dessas “unções malucas”, “derrubar pessoas com paletó”, “curandeirismo pajelântico”, “atos proféticos” que beiram a insanidade mental, “botas de píton, para pisar os principados”, “batalhas espirituais” que fazem J.K. Rowling (Harry Potter) tremer de inveja e deixam o “Senhor dos Anéis” de J.R.R Tolkien como história para bebês… Essas insanidades vão de “fechar portal dimensional para demônios, impedindo que eles entrem”, até a “comer um prato de macarrão e beber Coca-Cola” como ferramenta de batalha contra as trevas. Isso tudo não passa de falsas visões, falsas profecias, como bem falou Jeremias:
“E até os profetas serão como vento, porque a palavra não está com eles. Coisa espantosa e horrenda se anda fazendo na terra. Os profetas profetizam falsamente, e os sacerdotes dominam pelas mãos deles, e o meu povo assim o deseja; mas que fareis ao fim disto?” (Jeremias 5:13-31)
Faltar-me-ia tempo para citar a maldita Teologia da Prosperidade, que faz John Tetzel (inquisidor do século XVI) se revirar no túmulo e a venda das indulgências papais serem Banco Imobiliário (jogo infantil) – pois na Idade Média ainda se vendia e comprava algo relacionado à eternidade – enquanto que essa moderna teologia abomina a idéia de riqueza no céu, uma vez que seu imediatismo ensina o AQUI e AGORA!
Estamos vivendo uma panaceia gospel, que oferece um panteão de soluções heréticas, sofisticadas, hedonistas, místicas, coisa que surpreende até mesmo seu próprio pai, o Diabo!
Todavia, Pedro predisse que fariam negócio com a fé:
“E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita”. (2Pedro 2:1-3)
São os “apóstolos” modernos, “patriarcas”, “Paipóstolos”, julgando terem uma revelação especial, superior à da inerrante e suficiente Escritura Sagrada, tendo a pachorra de dizer que suas revelações “não foram sequer dadas por um anjo do céu – pois seria um anátema menor (Gálatas 1:8) – mas pelo próprio Deus”. Isso mesmo, esses calhordas da fé dizem terem recebido suas revelações do próprio Deus, em seus “inúmeros encontros com Ele”!
Entretanto, tudo não passa de doutrinas de demônios, como bem advertiu o apóstolo Paulo:
Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência (…)”. (1Timóteo 4:1-2)
Todo o acima citado só demonstra a avalanche de heresias que esses homens têm ensinado, como bem falou, novamente, o apóstolo Pedro:
“E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade”. (2Pedro 2:1-3)
É hora de levantarmos nossa voz, como o como o profeta Ezequiel:
 “E disse-me ainda: Filho do homem, vai, entra na casa de Israel, e dize-lhe as minhas palavras. Mas tu lhes dirás as minhas palavras, quer ouçam quer deixem de ouvir, pois são rebeldes”. (Ezequiel 3:4, 2:7)
Sejamos corajosos – não temendo a ira dos homens! Proclamemos ousada e destemidamente o pecado e transgressão deliberada da igreja moderna. Usem seus púlpitos, seus blogs, seus ministérios e denunciem esses salteadores, juntamente com suas heresias maléficas. Lado a lado com a denúncia do erro, ensinem a verdade, sejam estudiosos do Santo Livro (a Bíblia) e levem, como Pedro, essas pessoas até Cristo, através das sãs doutrinas, da proclamação expositiva das Escrituras e da pregação tenaz e eloquente do Evangelho fiel e verdadeiro!
Em uníssono com o profeta Joel, soemos juntos a trombeta, de tal maneira que o máximo de pessoas possam ouvir e sair do engano, da mentira religiosa, do anátema, e do caminho do inferno:
“Tocai a trombeta em Sião, e clamai em alta voz no meu santo monte; tremam todos os moradores da terra, porque o dia do SENHOR vem, já está perto”. (Joel 2:15)
O profeta Jeremias disse:
“Põe-te à porta da casa do Senhor, e proclama ali esta palavra, e dize: Ouvi a palavra do Senhor, todos de Judá, os que entrais por estas portas, para adorardes ao Senhor. É pois esta casa, que se chama pelo meu nome, uma caverna de salteadores aos vossos olhos? Eis que eu, eu mesmo, vi isto, diz o Senhor”. (Jeremias 7.2,11)
E, por fim, façamos como Senhor Jesus nos disse em Apocalipse:
“Sai dela, povo meu” (Apocalipse 18.4).
Saiam desses redutos ditos evangélicos, mas que não carregam a qualidade do Evangelho!
Saiam desse circo gospel, que insufla sensualidade, histeria e irreverência em vossas mentes!

Saiam dessas bolsas de valores evangélicas que comercializam milagres, falsificam a graça e vendem felicidade às custas da fé!
Saiam dessas sinagogas de Satanás que pregam outro evangelho, ensinando mentiras hediondas!
Saiam antes que a ira de Deus caia sobre esse lugar e vocês sejam tragados por serem coniventes com a blasfêmia contra o santo sacrifico de Cristo Jesus!
Saiam, por favor, saiam!
É muito triste, mas esse é o estado da maior parte do Evangelicalismo brasileiro. Quero deixar claro que não estou me referindo à Igreja de Cristo, que é pura, santa, regenerada, como uma linda virgem, que espera ansiosamente pela vinda de seu bendito Noivo. Estou me referindo às comunidades de bodes, lideradas por lobos; estou falando do “showbiz evangélico”, que entretém homens carnais vendendo “caro” um produto que está longe de ser o santo e sacro Evangelho de Cristo!
Oremos para que essas lideranças, juntamente com suas congregações, confessem e se arrependam de seus hediondos pecados. Que elas se voltem à prática das primeiras obras, às veredas antigas, sejam fiéis somente à Santa Escritura. Se divorciem do mundo, seus prazeres e seus benefícios e voltem a carregar a cruz, andando em um caminho estreito.
Porque temo, que se isso não ocorrer, os juízos de Deus – que estão prestes a despencar do céu – serão inevitáveis sobre essa nação e sobre a igreja moderna, pois as narinas de Deus já estão bufando de ira santa contra a iniquidade que tem imperado em nosso meio.
Que Deus tenha misericórdia de nós.

terça-feira, 1 de março de 2016

Dc tony kanaan - Jefté: sucesso e drama na era dos Juízes

Jefté: sucesso e drama na era dos Juízes

 
O que aconteceu com a filha de Jefté?


 
Jefté foi um dos juízes em um período caótico da história de Israel, 1380 a 1050 a. C: "Não havia rei em Israel, porém  cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos" Jz 21:25. Vivia em Gileade, sendo membro da tribo de Manassés. A história de Jefté é curiosa, controversa e não conclusiva. Ele nasceu e viveu em um contexto familiar desorganizado. Sua mãe era prostituta, seu pai ( Gileade) tinha muitos filhos de outros relacionamentos. A Bíblia apresenta Jefté da seguinte forma: " Era então Jefté o gileadita, valente e valoroso, porém filho de uma prostituta, mas Gileade gerará a Jefté. Também a mulher de Gileade tivera outros filhos, já grandes que expulsaram Jefté de casa dizendo: Não herdarás em casa de nosso pai, porque és filho de outra mulher" Jz 11:1-2.

Assim, Jefté em todo e qualquer contexto histórico, diante de sua origem e consequências familiares, seria fadado ao insucesso. Alguém lançado à marginalidade, sem pai, mãe, irmãos e sem lar. Tendo que vencer os traumas para se posicionar de forma relevante na sociedade. O que acontece a Jefté, após ser expulso de casa? " Foi habitar na terra de Tobe; e homens levianos se ajuntaram a ele e saíam com ele" Jz 11:3. Se meteu com más companhias, mas a facilidade de adaptação ao novo lugar, demonstra que ele tinha capacidade de liderança. 
Então, Jefté era valente, valoroso e lider. Cheio de qualidades, em um contexto de dificuldades. Quantas pessoas não se identificam com Jefté? Ele precisaria não chorar o abandono e a desgraça familiar, mas investir esforços para ser feliz, através daquilo que lhe era próprio: liderança, força e valor. A história demonstra um homem motivado e disposto a vencer, tanto que chama à atenção dos anciãos de Israel e em um momento crítico da nação, ele é lembrado e solicitado: "Volte para Gileade, venha ser conosco para combater contra os filhos de Amon, seja cabeça entre nós" Jz 11:08.

Para quem não desanima nem se entrega a má sorte, chegará esse momento de reconhecimento e vitória. O Jefté valoroso era maior que sua história natural de desamparado familiar. E essa é uma lição para nós. Tem semelhança com "sair de detrás das malhadas", deixar o anonimato, ser exaltado por ter nascido humilhado, mas não passar a vida lamentando. O destino empurrava Jefté para o caos, ele porém, prevalecia pela coragem e vontade de ser feliz.
Juízes 11: 29 "Então o Espírito do Senhor se apossou de Jefté. Este atravessou Gileade e Manassés, passou por Mispá de Gileade, e daí avançou contra os amonitas". Israel venceu a guerra e a participação dele foi decisiva, até que o nomearam juiz da nação. Julgou Israel por seis anos, sendo sepultado nas cidades de Gileade (no plural). 


E Jefté, cujo nome significa "Deus abre" entra para o rol dos juízes de modo louvável. Deus de fato, abriu caminhos e deu oportunidades a esse guerreiro que soube ser diplomata e militar. Antes de partir para luta armada, ele tentou dialogar com as nações inimigas, propondo acordo ( juízes 11:12). Quem diária que alguém tratado com tanto desdém, soubesse tratar os outros de forma tão complacente? A história desse homem pode nos ensinar muito.
O voto de Jefté




Agora, há algo de intrigante e controverso na vida de Jefté. Não se sabe o certo como tudo aconteceu porque a narrativa é confusa e por mais que seja objeto de debate, nunca, ninguém conseguiu decifrar o que de fato aconteceu nesse período da vida de Jefté, na volta da guerra. E esse acontecimento faz com que ele seja lembrado como homem imprudente e apressado. 

Ele fez um voto ao Senhor: " Se totalmente deres os filhos de Amom na minha mão, aquilo que, saindo da porta de minha casa, me sair ao encontro, voltando eu dos filhos de Amom em paz, isso será do Senhor, e o oferecerei em holocausto. Juízes 11:31

Para compreender melhor esse voto, seria necessário conhecer a intencionalidade dele, o que se passava na mente e coração de Jefté: falta de fé em ganhar a batalha? Gratidão antecipada por certeza de vitória? Imprudência?
A batalha já estava ganha porque Deus assim havia confirmado, então por que a necessidade do voto? Seria um pouco de orgulho em não se conformar com o mérito Divino e assim adicionar o mérito homem, humano? A vitória seria por causa do voto, ou por causa de Deus? Claro que Deus era com Israel sem que fosse necessário o voto, mas Jefté o fez. E quem é que primeiro sai à porta de Jefté, após retornar da batalha? Sua filha, única filha. 
Ele poderia ter recorrido ao santuário de Siló e requerer a anulação do voto, junto ao sacerdote Eli e ao profeta Samuel, mas não o fez. E mais uma vez fica a interrogação: por que? Apesar de se mostrar decepcionado e surpreso com o desfecho de seu voto, ele mantém as palavras: "Abri minha boca ao Senhor e não voltarei atrás, filha minha, o que votei, pagarei" Jz 12:34.

Todo o dilema sobre o voto de Jefté consiste em saber se:


  •  Sua filha foi sacrificada, queimada no fogo como oferta a Deus
  •  Foi sacrificada e ofertada como forma de consagração, não conhecendo homem algum, permanecendo virgem e trabalhando no templo em Siló.Esta alternativa, faria com que a sucessão parentesca de Jefté fosse inexistente.


Ao meu ver, é bem complicado confirmar uma ou outra alternativa, uma vez que o texto é confuso no original e nas traduções. Porém, podemos levantar hipoteses, considerando o contexto histórico da época.
Primeiramente, oferecer sacrifício humano, era algo proibido pela lei de Moisés, sendo abominação ao Senhor. (Levítico 18:21; 20:2-6 e Deuteronômio 12:31, 18:10). Como Deus aprovaria um voto que fosse contrário a Sua lei? E daí, você pode perguntar: se sacrifício humano era proibido, o que falar de Abraão e Isaac e do próprio Jesus Cristo?  Isaac não foi sacrificado. Em seu lugar, um cordeiro, apontando para o sacrifício Pascoal.

Jesus é o Cordeiro de Deus. O unigênito de Deus ofertado como sacrifício em nosso favor, o Seu sangue purifica o homem de todo pecado. Absolutamente dentro do contexto prometido por toda Escritura. Não foi sacrifício humano, foi Divino em favor dos humanos (Hebreus 9)
Mas o que intriga mesmo é que a palavra usada para holocausto, no voto de Jefté, literalmente significa: Olah, em hebraico, sacrifício, oferta queimada.
A filha ofertada para serviço no templo

Todos prefeririam que a história de Jefté não terminasse de forma tão trágica e triste, e por isso, a segunda alternativa da filha ter sido sacrificada, com vida dedicada ao serviço no templo seria a melhor opção. Alguns argumentos, sustentam essa hipótese:
Juizes 11:37,38: "Disse a filha a seu pai Jefté:: Concede-me somente isto: deixa-me por dois meses para que eu vá, e desça pelos montes, chorando a minha virgindade com as minhas companheiras. 38 Disse ele: Vai. E deixou-a ir por dois meses; então ela se foi com as suas companheiras, e chorou a sua virgindade pelos montes."
Como é que alguém está prestes a ser morta e pede para chorar a virgindade? Não deveria chorar a morte? De que serviria a virgindade em um morto? Chorar a virgindade seria uma forma de lamentar não ter conhecido varão, em vida? Não suscitar descendência a seu pai? Mas Jefté poderia casar novamente e suscitar descendência de uma outra semente, não acham? 

Chorar a virgindade, pode se referir ao fato da filha de Jefté ser consagrada ao serviço do Senhor, no templo em Siló e jamais poder conhecer homem algum. Teólogos, porém afirmam que isso não procede, uma vez que o texto Bíblico é enfatico ao afirmar: Juízes 11:40: " saíam as moças durante quatro dias, todos os anos, para celebrar a memória da filha de Jefté, o gileadita." E só se celebra memória de quem já morreu.
Esse assunto é instigante. A palavra "celebrar" aparece em algumas traduções como "lamentar". Assim, de ano em ano, por quatro dias, as moças virgens de Gileade, celebram ou lamentam a filha de Jefté.
Encontrei mais adiante, no livro de Juízes, referência a ruína da cidade de Gileade: "Lá haviam quatrocentas moças virgens, que não conheceram homens e as levaram a Siló, que está em Canaã" Jz 21:12 e como todas as virgens de Gileade ainda não compreenderam a quantidade de homens que procuravam casamento na região, recorreram as virgens de Siló: 

"Há, porém, a festa anual do Senhor em Siló, ao norte de Betel, a leste da estrada que vai de Betel a Siquém, e ao sul de Lebona". Juizes 21:19.
Anualmente acontecia as festividades no templo em Siló, onde provavelmente a filha de Jefté servia ao Senhor. Se ela era celebrada de ano em ano, pelas virgens de Gileade, poderia ser perfeitamente pela ocasião das festividades em Siló. Uma oportunidade para reencontrar a filha de Jefté e relembrar do voto do pai e de sua permanente virgindade.


A realidade é que existem muitas especulações sobre o desfecho do voto de Jefté e o destino de sua filha, mas vamos levar esse caso conosco como um daqueles mistérios pertencentes somente a Deus e a quem viveu no tempo dos juízes.
Não obstante as polêmicas, muito temos a aprender com a vida desse juiz em Israel que saiu de uma vida repleta de dramas familiares para reinar sobre um povo, o mesmo povo que o havia rejeitado. Jefté não se opôs a defender os que lhe ofenderam. Ele venceu suas limitações e prosseguiu como um guerreiro valoroso.
Eu, você e Jefté

Mesmo sendo um homem vitorioso em quem habitava o Espírito de Deus, ele cometeu o grave erro de fazer um precipitado e imprudente voto. Ele contava que algum animal saísse primeiro na porta de sua casa, uma vez que na antiga Palestina a maioria das casas tinha o celeiro na parte térrea inferior e as pessoas se acomodavam no andar de cima. Mas Jefté, mesmo sendo um estrategista militar, não mediu as possibilidades. Grande lição para nós! Devemos sempre, sempre, reconhecer nossas limitações e confiar no Senhor para vencermos os inimigos. Rei Davi sempre confessava:  O Senhor é a minha rocha, a minha fortaleza e o meu libertador; o meu Deus é o meu rochedo, em quem me refugio. Ele é o meu escudo e o poder que me salva, a minha torre alta."Sl 18:2. 
O voto de Jefté foi assim como uma loteria, um jogo de roleta russa, e disso não se agrada o Senhor. Nossos votos, devem ser segundo a Palavra de Deus. Sobre aquilo que podemos cumprir e que sabemos não ferirá: a Deus, a nós, e ao próximo. E sua história de luta e vitória, a meu ver, não pode ser desprezada. Serve de ânimo para aqueles que vivem dramas familiares semelhantes.

Deus nos abençoe.

comadef 2016


segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

domingo, 20 de março de 2011

Muitos “chavões” ou “jargões” têm invadido as igrejas evangélicas no Brasil. Frases como: “Eu profetizo”, “Toma posse da bênção”, "Eu determino", "Eu declaro", entre outras, viraram formas arrogantes de os crentes exercitarem sua fé ou de se dirigirem a Deus, exigindo bênçãos imediatas. Preocupados com essa nova linguagem e com essa nova postura, faremos uma rápida análise do contexto evangélico atual, para que possamos entender o porquê dessas invencionices, praticadas durante as chamadas "ministrações", realizadas nos cultos.
Os Jargões e as Doutrinas Modernas
Muitos jargões surgiram como resultado de doutrinas controvertidas, como a crença em “maldição hereditária”, e a “confissão positiva”, que vieram juntas com a “teologia da prosperidade”. São ensinamentos antibíblicos. Essas doutrinas equivocadas são usadas para tirar dos cristãos a exclusividade da fé em Cristo, que é suficiente para libertar, curar e proteger os servos de Deus de toda força do mal.

Os jargões evangélicos e a confissão positiva
A chamada "confissão positiva" coloca o peso das realizações espirituais nas palavras pronunciadas e na atitude mental da pessoa que está ministrando, desconsiderando a genuína fé em Deus (At 3:16; Hb 12:1-2). Essa atitude é apoiada na falsa crença que diz: “Há poder em suas palavras”, como se as palavras humanas tivessem poder de criar, de intervir, de mudar situações. A ênfase é posta no homem, e, raramente, o ministrante cita o poder de Deus (Rm 1:16-17). Há dezenas de livros ensinando os crentes a agirem assim. A maioria dos fiéis não percebe que está caminhando para o abismo espiritual, lugar daqueles que se afastam das verdades bíblicas.

Os jargões evangélicos e a incubação de bênçãos

A conhecida "Incubação de bênçãos" é um desdobramento da crença na "confissão positiva". Consiste no seguinte: O crente incauto é ensinado a "gerar uma imagem mental", direcionada para o alvo que se pretende alcançar; por exemplo: se o crente deseja um carro, deve engravidá-lo mentalmente, para que Deus possa conceder-lhe a graça. É ridículo, mas, infelizmente, centenas de crentes deixam-se enganar. Essa atitude tem levado muitas pessoas ao comodismo, à inércia espiritual e a uma atitude preguiçosa, pois já não se esforçam para conseguir, com trabalho duro e honesto, aquilo de que precisam. Pelo contrário, ficam à espera do momento em que a bênção irá “cair do céu”. Da crença na "incubação das bênçãos", surgiu a arrogante frase: "Toma posse da bênção”. Isso simplesmente não existe na palavra de Deus.

Os jargões evangélicos e a mania de querer mandar em Deus
Chavões tais como: “Eu declaro”, “Eu ordeno”, “Eu profetizo”, "Eu decreto", são pronunciados sem a menor reflexão ou sentido de responsabilidade. Os crentes e, infelizmente muitos líderes comportam-se como se fossem Deus; colocam o "EU" na frente e soltam palavras que não fazem parte das alianças divinas, das promessas divinas, dos oráculos divinos, dos estatutos divinos, da graça divina, da misericórdia divina, do amor divino. Falam da forma como Deus não mandou falar, declaram o que Deus não mandou declarar. “Eu declaro”, “Eu ordeno”, “Eu profetizo”, "Eu decreto" são expressões despidas da espiritualidade ensinada na palavra de Deus; são frases que revelam a altivez do coração humano, são palavras que, por não terem respaldo bíblico, não mudam situação alguma.
Os cristãos precisam entender que não podem dar ordens a Deus! É Deus quem determina; é Deus quem decreta; é Deus quem declara; é Deus quem abençoa. É Deus; não sou eu. Ele é tudo; eu sou nada! Eu sou servo; Deus é Senhor! Ele é soberano; eu apenas obedeço à sua Palavra. A Deus, toda a glória! Assim, não é a minha vontade que deve prevalecer. Jesus não só nos ensinou a orar: ... Seja feita a tua vontade (Mt 6:9 e 10), como também pôs em prática o que ensinou: ... Todavia, faça-se a tua vontade... (Mt 26:42). Pronunciar uma frase por deliberação própria e dar a entender que está autorizado por Deus, sem, na verdade estar, é enganar o rebanho do Senhor. Deus não opera onde há engano; não compactua com enganadores e não terá por inocente aquele que tomar seu nome em vão (Êx 20:7).

Os jargões evangélicos e o egocentrismo
O que nos chama à atenção nessas manias, nessas invencionices, é o seguinte: quanto mais elas se alastram, mais o nome de Deus desaparece e o "EU" entra em cena. É trágico, os cristãos vão se tornando embrutecidos, achando que podem assumir o lugar do Altíssimo Deus. Cada vez mais os cristãos expressam o desejo de assumir o lugar de Cristo: “Eu ordeno”, “Eu profetizo”. É o "EU" como centro da fé; é o egocentrismo religioso em marcha; é o endeusamento do egoísmo; é a divinização do homem.

Os cristãos precisam entender que Jesus não permitiu que o seu "EU" aparecesse. Quando alguém o chamou de “bom Mestre”, ele desviou de si a atenção e disse: ... bom só há um, que é Deus ... (Mt 19:17). É preciso ter muito cuidado com o egocentrismo religioso: o "EU" atrai para o homem a glória que a Deus pertence, sendo o resultado de tal atitude a morte eterna.
Reflexões Bíblicas Sobre Alguns Jargões
A ausência de estudo da palavra de Deus, ministrados de forma sistemática, tem dado oportunidade para a entrada de heresias, acompanhadas dos chavões religiosos, nas igrejas. Por isso, somos convidados a refletirmos sobre seguinte questão: A utilização dessas estranhas expressões tem o apoio da Bíblia? Avaliemos algumas delas:

- “Eu profetizo”
A Bíblia ensina que a profecia não depende do "EU" querer: ... Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirado pelo Espírito Santo (II Pe 1:21). É bom observarmos que os homens santos de Deus também não usaram essa frase; ao contrário, quando profetizaram, disseram: Assim veio a mim a palavra do Senhor... (Jr 1:4); Assim diz o Senhor... (Jr 2:5; Is 56:1; 66:1); Ouvi a palavra do Senhor... (Jr 2:4); E veio a mim a palavra do Senhor (...) disse o Espírito Santo... (At 13:2);... Isto diz o Espírito Santo... (At 21:11); Mas o Espírito expressamente diz... (I Tm 4:1). Em todos os casos, não aparece o "EU", aparece a pessoa divina.

Pense bem: Como vamos profetizar bênçãos, sem que Deus tenha nos autorizado em sua palavra, a Bíblia Sagrada? Como é que vamos profetizar, se, em nós mesmos não há bênçãos para oferecermos, visto que a Palavra afirma que, em nossa natureza, não habita bem algum? Como é que eu e você vamos profetizar bênçãos em nosso nome, se a Bíblia afirma que toda boa dádiva, todo dom perfeito vem do alto, do Pai das luzes, em quem não há mudança e nem sombra de variação?
Essa arrogância do "Eu te abençôo" deriva da falsa crença na "confissão positiva", que leva as pessoas a crerem em que há poder nas suas próprias palavras. Daí acharem que podem profetizar bênçãos a qualquer momento e a qualquer pessoa. A Bíblia condena essa falsa crença, pois somente Deus tem poder para abençoar.
- “Tomar posse da bênção”
Não encontramos o uso dessa expressão no Antigo e nem no Novo Testamento. É um jargão de uso frequente nas igrejas cujas reuniões têm como tema e propósito principal pregar e receber a prosperidade material, que eles reduzem a bênçãos. Os seus líderes não se preocupam com nutrir o rebanho com as verdades da palavra de Deus, que conduzem à salvação em Cristo Jesus (II Tm 3:14 e 15)

Essa frase surgiu para fortalecer a doutrina da "incubação de bênçãos". Como já vimos, neste texto, primeiramente a pessoa tem a “visualização positiva” da bênção desejada, isto é, concebe em sua mente o que ela quer receber e, em seguida é motivada a “tomar posse bênção”.

A "incubação de bênçãos", a "visualização positiva" e o uso do termo “tomar posse da bênção” são atitudes que substituem a fé operante e a atuação divina, levando as pessoas a crerem em que tudo depende da força da mente e das palavras de poder pronunciadas por elas. Comparando isso com o procedimento de Jesus e dos apóstolos, afirmamos que é errado usar o termo "Toma posse da bênção" como meio de termos as bênçãos divinas concretizadas em nossa vida. Os discípulos de Jesus nunca cometeram esse tipo de equívoco, pois, em lugar de dizerem: "Toma posse da bênção”, eles disseram: ... Se tu podes crer; tudo é possível ao que crê (Mc 9:23); ... Tende fé em Deus ... (Mc 11:22), ... Grande é a tua fé! ... (Mt 9:28) ... Seja-vos feito segundo a vossa fé (Mt 9:23); Em nome de Cristo, o nazareno, levanta-te e anda ... (At 3:6). Assim, em vez de as bênçãos serem direcionadas para o homem, a palavra de Deus ensina as pessoas a direcionarem suas esperanças para Deus, através da fé.
Doutrinas heréticas têm ocupado a mente e o tempo de muitos crentes. Elas não conduzem as pessoas a confiarem no sacrifício do Calvário, na cruz do Senhor, no sangue de Jesus, que nos purifica de todo o pecado, mas levam as pessoas a se envolverem com várias práticas estranhas à Palavra inspirada pelo Espírito Santo.
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..tony kanaan


quinta-feira, 17 de março de 2011

Os provocadores de Deus

Milagres não acontecem por acaso. São sempre resultado de uma semeadura de fé ou obediência por parte daquele que busca a Deus...



“Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provai-me nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida.” (Malaquias 3:10)




Tenho aprendido que os milagres não acontecem por acaso, são provocados por famintos pela presença manifesta de Deus. Quando olhamos para as histórias de Raquel e Ana que eram estéreis, de Bartimeu, o cego, da mulher com fluxo de sangue por doze anos, do centurião romano, da mulher Cananéia, entre outras tantas que a bíblia relata, vemos que estas pessoas se colocaram na rota do milagre. Não foi um acaso, nem tampouco estavam passivas, mas estes homens e mulheres provocaram o milagre de que necessitavam.
Meditando a este respeito, observo em determinadas áreas de minha vida a necessidade de uma ação sobrenatural de Deus, um milagre. Talvez você também precise de um em sua saúde, família, ministério, vida pessoal, profissional, financeira, etc. Mas como provocar o milagre desejado em minha vida?
Há uma pessoa na Bíblia que experimentou pelo menos três grandes milagres: a geração de um filho no sobrenatural, a ressurreição de um morto e a restituição na área financeira. O que podemos aprender em sua história é que ela provocou estes milagres. A mulher sunamita, cuja história é narrada em II Reis 4:1 a 37;8:1 a 6, foi agente provocador coisas tremendas. Seu segredo foi a decisão de ser alguém que investia no reino de Deus. Tudo começou quando ela decidiu trazer para dentro de sua casa Eliseu, o profeta, o homem que tinha em sua boca a palavra de Deus. Ela fez investimentos que, ao meu entender, abriram as portas do sobrenatural sobre sua casa.
Ao construir um quarto e mobiliá-lo para receber Eliseu, ela investiu recursos financeiros, e este investimento não foi baseado em um interesse particular. Quando perguntada por Eliseu: ”o que se há de fazer por ti? Haverá alguma coisa que se fale a teu favor ao rei ou ao comandante do Exército?” Sua resposta foi : “Habito no meio do meu povo”, ou seja, “estou satisfeita, não necessito de nada”.
Quando ofertamos, abrimos sobre nós as janelas do céu. Não significa comprar o milagre. Na verdade a oferta é um ato profético que demonstra nossa fé, nossa confiança em Deus e Sua palavra. Trazer os dízimos e ofertas é uma atitude de dependência de Deus e não dos recursos financeiros, uma demonstração de confiança de que nosso sustento e nossa suficiência vêm do Senhor. Sabe porque os dízimos e as ofertas agradam a Deus? Porque são uma demonstração de fé e quando ele encontra um coração crente, ele o abençoa. Veja o que diz a Bíblia: “De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam” (Hb. 11:6).
A fé se manifesta através de nossas atitudes. Por exemplo, para que Pedro andasse sobre as águas, depois de uma palavra de Jesus, ele precisou decidir sair do barco, o lugar seguro que ele conhecia, para pisar nas águas do mar. Parecia ilógico, mas ele creu e por isto experimentou o milagre.
Desta mesma maneira, investir financeiramente no reino de Deus através dos dízimos e ofertas, significa sair lugar da segurança, do lugar conhecido e pisar num território celestial, na fé de ver o cumprimento da palavra a nosso respeito. Ser fiel é ir além da razão, é entrar no nível do sobrenatural, no lugar dos milagres e da unção.
Ofertar não é comprar a benção, mas é demonstrar que você não se vende à razão, ao lógico, ao natural. Esta atitude abre as janelas dos céus sobre nossa cabeça. Foi exatamente isto que aconteceu àquela mulher, os céus foram-lhe abertos e os milagres de Deus se instalaram em sua casa.
A mulher sunamita, a quem eu chamo de provocadora de milagres, é para mim, um exemplo de que os investimentos corretos produzem milagres extraordinários. Além de investir financeiramente para construir uma casa para Eliseu, ela investiu também em trazer para dentro de sua casa a palavra de Deus.
Eliseu é a figura da palavra viva de Deus, e ao perceber isto, ela fez questão de trazê-lo para sua casa. “Ela disse a seu marido: Vejo que este que passa sempre por nós é santo homem de Deus. Façamos-lhe, pois, em cima, um pequeno quarto, obra de pedreiro, e ponhamos-lhe nele uma cama, uma mesa, uma cadeira e um candeeiro; quando ele vier à nossa casa, retirar-se-á para alí” (II Re 4:9,10).
Para fazer isto ela precisou semear. Todo investimento na palavra de Deus produz milagres como fruto. Aquela mulher tinha o sonho de ter filhos, e ela se tornou mãe porque um dia decidiu atrair para sua vida a Palavra de Deus, Imagine quantas casas haviam ali em Suném, quantas pessoas viram Eliseu passar pelas ruas daquela cidade, quantas pessoas ouviram suas palavras... Porém aquela mulher resolveu investir para abrigá-lo em sua casa. Ao manter contato com a palavra de Deus, um dia, esta reverberou, veio a seu encontro, e a surpreendeu. “Daqui a um ano, abraçarás o teu filho”
O milagre da multiplicação, uma gravidez sobrenatural veio àquela sunamita porque ela decidiu investir e dar ouvidos a palavra. Pense: Que nível de investimento na palavra de Deus há hoje em sua vida?
Quando olho para o Novo Testamento, vejo Jesus, o Deus Filho, andando no meio das pessoas, mas muitos não o reconheceram por causa de sua simplicidade, “veio para os que eram seus, mas os seus não o receberam”. Esperavam um príncipe, uma pessoa extraordinária, mas ele apareceu como o humilde filho do carpinteiro. É assim... Deus é simples.
Por que muitas vezes não experimentamos os milagres que desejamos? “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele” (Jo 14:21).
Os milagres são a manifestação sobrenatural de Jesus a nós. Se quisermos vê-los acontecer, temos que aprender a investir em sua palavra. Guardá-la em nossas mentes e corações, praticá-la em nossa vida diária. O relacionamento com a palavra é algo tão simples que às vezes o desprezamos. Temos, porém, que ter em mente que Jesus é a Palavra Viva de Deus, “O Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e verdade e vimos sua glória”.
Qual o seu nível de investimento na palavra de Deus?
O valor dado à palavra de Deus desatou sobre a sunamita o milagre. No entanto, houve uma crise, a promessa de Deus, ou seja, seu filho, morreu.
A atitude desta mulher no meio da crise impressiona meu coração. Em momento algum ela faz confissão da morte, ou seja, ela não diz que seu filho morreu. Ela se apegou a palavra dada pelo profeta, e em seu relacionamento com ela, mesmo após a morte da criança, quando questionada por seu marido ” ela disse: Tudo vai bem” (II Re 4:21). Quando Geazi a encontra e lhe pergunta: “...Vai tudo bem contigo, com teu marido, com o menino? Ela respondeu: Tudo bem.”
Por que ela não se entregou ao desespero, à murmuração ou aos questionamentos? Por causa da palavra que ela abrigou em seu coração! Por este motivo ela foi até Eliseu e a seus pés abriu o seu coração, porém não confessou a morte do filho, mas a palavra em que cria. E ela recusou-se sair daquele lugar sem uma resposta de Deus para sua casa. Bem, o resultado todos conhecemos: o filho daquela mulher ressuscitou.
O nível de relacionamento com a palavra de Deus é proporcional ao nível dos milagres que atraímos para nossas vidas, famílias, nossos ministérios, nossos discípulos, nossas finanças.
“Não se aparte da tua boca o livro desta Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme tudo quanto nele está escrito; porque, então, farás prosperar o teu caminho” Js 1:8

Mensageiro de Deus  > tony kanaan   email  novakanaan@hotmail.com